Na visão americana, qual o paralelo entre a necessidade em destruir ditadores que violaram os direitos humanos, e o que ocorre no Brasil?
Os Estados Unidos foram a maior economia do mundo em 2024, com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 29,16 trilhões. Estados Unidos (US$ 29,16 trilhões). Em seguida, a China (US$ 18,27 trilhões), Alemanha (US$ 4,71 trilhões), Japão (US$ 4,07 trilhões), Índia (US$ 3,88 trilhões). O Brasil, por sua vez, ficou em 10º lugar, com um PIB de US$ 2,179 trilhões.
Para manter-se no topo e dando as cartas nesse complexo jogo de poder e influência global, o governo americano investe cerca de US$ 760 bilhões anuais no orçamento da área militar, possui 13,2 mil aeronaves militares, incluindo 1.854 caças e 896 caças de ataque e 5.737 helicópteros, que representam cerca de 40% da frota americana.

ATAQUE DE INIMIGOS EXTERNOS EM SOLO AMERICANO
Alguns ataques ou atentados terroristas, como o que ocorreu em 11 de setembro de 2001, quando, 19 terroristas a bordo de quatro aviões americanos sequestrados, colidiram intencionalmente dois deles contra as Torres Gêmeas do complexo empresarial do World Trade Center, na cidade de Nova Iorque, matando todos a bordo e muitas das pessoas que trabalhavam nos edifícios. Ambos os prédios desmoronaram duas horas após os impactos, destruindo edifícios vizinhos e causando vários outros danos. O terceiro avião de passageiros colidiu contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no Condado de Arlington, Virgínia, nos arredores de Washington, D.C.. O quarto avião caiu em um campo aberto próximo a Shanksville, na Pensilvânia, após alguns de seus passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controle da aeronave dos sequestradores, que a tinham reencaminhado na direção da capital norte-americana. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.

A RESPOSTA AMERICANA AOS ATAQUES TERRORISTAS
Osama bin Laden foi caçado durante quase 10 anos, mas a resposta norte-americana foi dada de forma exemplar – O líder da Al-Qaeda foi morto por uma equipe especial da Marinha dos Estados Unidos, a Seal Team 6, em 2011. O ex-fuzileiro naval Robert O’Neill revelou ser o atirador que matou o líder da Al-Qaeda. A Seal Team 6 é uma unidade de comando secreta da Marinha dos Estados Unidos. O’Neill serviu no Iraque e no Afeganistão. Ele reivindicou o ato em sua biografia, lançada em 2017.

Duas fontes das forças especiais dos Estados Unidos confirmaram à “ABC News” que O’Neill era “O Atirador”. O objetivo da missão era levar Bin Laden à Justiça por suas ações em 11 de setembro de 2001. O Paquistão tinha conhecimento prévio de que uma operação iria acontecer em seu território em 2 de maio de 2011, dia da morte de Bin Laden.
PORQUE E COMO MORREU SADDAN HUSSEIN
Os Estados Unidos invadiram o Iraque em 2003 com o objetivo de expulsar Saddam Hussein do poder. O ditador violava os direitos humanos, aterrorizando, oprimindo, prendendo e matando seu próprio povo. Além disso, Saddan violava outras resoluções da ONU e o objetivo americano era destruir as armas de destruição em massa que, segundo eles, o ditador possuía. O Iraque era uma ameaça à paz internacional. No entanto, os Estados Unidos e o Reino Unido não encontraram as armas de destruição em massa.

Saddam Hussein foi acusado de violações dos direitos humanos e condenado à morte por um tribunal especial iraquiano. O governo iraquiano divulgou um vídeo oficial da execução, que mostra o ex-líder sendo levado para a forca e a sua cabeça no laço do carrasco. O corpo de Saddam Hussein foi sepultado perto do túmulo dos outros membros da família, no seu local de nascimento de Al-Awja, perto de Ticrite.

Saddam Hussein foi executado por enforcamento em 30 de dezembro de 2006. A execução foi realizada por carrascos iraquianos, na presença de um juiz, um médico e um clérigo.
A ATUAL SITUAÇÃO DO BRASIL SOB O OLHAR DO GOVERNO AMERICANO
Não são poucas as denúncias feitas por parlamentares como Eduardo Bolsonaro, que agora, morando nos EUA trabalha em uma ofensiva junto de parlamentares americanos para que as contas bancárias de Alexandre Moraes sejam congeladas, por meio da lei Magnitsky, decretando a “morte financeira” do ministro, uma lei usada em cerca de 50 outros casos em que aqueles que por ela foram atingidos estão impossibilitados de sequer conseguir acessar estas contas, por conta de uma varredura a nível mundial da qual não há como escapar. Nikolas Ferreira, Gustavo Gayer, Marcel Van Hattem, Eduardo Girão e outros parlamentares também foram até os Estados Unidos denunciar ao Congresso americano o que eles afirmam ser uma escalada do autoritarismo judiciário no Brasil, ou a “Ditadura de Moraes”. Jornalistas como Paulo Figueiredo, Allan dos Santos, entre outros, que tiveram seus perfis nas redes sociais silenciados ou desmonetizados e que precisaram se mudar para aquele país, segundo eles, fugindo das perseguições impostas por representantes da Justiça brasileira, como o ministro do STF, por exemplo.
PRESOS DO 8 DE JANEIRO

O fatídico dia em que, milhares de pessoas, intitulados “Patriotas”, vestindo verde e amarelo lotaram a Praça dos Três Poderes em Brasília, invadiram o Congresso Nacional e, alguns acabaram depredando o patrimônio público, enquanto outros, como aparece em vídeos na internet, pediam para que nada disso fosse feito, resultou em mais de 2 mil pessoas presas, entre elas, jovens, maduras, idosos, doentes, mãe de crianças e até um autista, que, segundo um relatório entregue por parlamentares à Organização das Nações Unidas (ONU), revela casos mais graves e a afronta aos direitos humanos de grupos vulneráveis presos no 8 de janeiro – Várias pessoas já foram condenadas, inclusive com penas que chegam a 17 anos de prisão.

A QUESTÃO NÃO É SÓ POLÍTICA, MAS DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO, LUTA CONTRA O SOCIALISMO E O COMUNISMO E DE HONRA PARA DONALD TRUMP E ELON MUSK
O homem mais rico do mundo, Elon Musk, declaradamente um desafeto do ministro Alexandre de Moraes, agora, fazendo parte do governo Trump, usa o seu poder para defender a liberdade de expressão de alguns de usuários do “X”, antigo Twitter, tirado do ar no Brasil após uma decisão do ministro. Segundo Elom Musk, estes usuários foram vítimas da censura do Supremo.

Não bastasse isso, a esposa de Luiz Inácio Lula da Silva, Janja da Silva, durante um discurso, disse: “Eu não tenho medo de você, inclusive… Fuk you, Elon Musk!”
LULA ALFINETA DONALD TRUMP
Antes das eleições americanas, Lula revelou publicamente sua torcida por Kamala Harris, até aí, tudo bem. O problema é que o petista comparou uma possível vitória de Trump com “fascismo e nazismo” voltando com “outra cara”.

Na retrasada passada, durante um evento em Minas Gerais, Lula voltou a provocar o presidente americano e disse para Donald Trump “falar manso”, com ele.
“Não adiante o Trump ficar gritando lá, porque aprendi a não ter medo de cara feia, fale manso comigo, fale com respeito comigo, que eu aprendi a respeitar as pessoas e quero ser respeitado”, disse.
LULA, ALÉM DE IR CONTRA ISRAEL, PARECE NUTRIR ADMIRAÇÃO POR INIMIGOS DOS EUA, O HAMAS É UM DOS EXEMPLOS
Diante desse cenário, a pergunta que fica é: Donald Trump deixará passar em branco as falas de Lula? Levando em consideração o poderio americano, que, para acabar de vez com o que ocorre no Brasil, basta apenas estalar os dedos já que, estão vendo que a cada dia o Brasil de Lula, além de ficar mais próximo de inimigos dos Estado Unidos, como o Irã, por exemplo, que em março de 2023, atracou dois de seus navios de guerra no Rio de Janeiro, mesmo após os apelos do governo americano.

RECOMENDAÇÃO DOS EUA
Em 15 de fevereiro, a embaixadora dos EUA no Brasil, Elizabeth Bagley, disse que o governo norte-americano acompanhava com preocupação a movimentação de navios de guerra do Irã e o pedido do país asiático para atracar as embarcações no Rio de Janeiro.

“Esses navios, no passado, facilitaram o comércio ilícito e atividades terroristas e já tiveram sansões do ONU (Organização das Nações Unidas). O Brasil é um país soberano, mas acreditamos fortemente que esses navios não deveriam atracar em qualquer lugar”, disse a jornalista em entrevista na embaixada dos Estados Unidos em Brasília.
Lula, cada vez mais parece estar mais, próximo de inimigos declarados dos EUA, inclusive, com o presidente brasileiro recebendo elogios do grupo terrorista Hamas.

A personalidade narcisista de Lula, que se acha muito mais importante do que verdadeiramente é, que se coloca com uma grandiosidade que não tem, e que superestima suas habilidades que são quase inexistentes. Se no Brasil, o petista é visto como um ultrapassado e não goza da confiança e do prestígio da maioria dos brasileiros, lá fora, sua relevância beira à insignificância e, só voz só encontra um pouquinho de eco entre oportunistas que querem ver o Brasil na lama, que querem se aproveitar de nossas riquezas e, com Lula no poder, eles veem o momento oportuno.
Ao passo que Lula, Janja e até mesmo alguns representantes da Justiça brasileira confrontam Donald Trump e seus aliados, não é difícil imaginar o que pode estar vindo por aí. E qualquer possível ação americana que porventura possa ocorrer certamente não será contra o povo brasileiro, mas sim contra aqueles que não respeitam esse mesmo povo. Um povo que vive amedrontado, que vê sua liberdade em risco e espera por ajuda, mesmo que esta venha de fora. Que fique bem explicado: ninguém deve esperar ou desejar ajuda militar declarada, ou qualquer coisa do tipo, afinal, a soberania do Brasil só não deve estar acima de Deus. No entanto, é preciso levar em consideração o que a história nos conta. Quando os americanos entram em um jogo, nada pode ser descartado, e tudo é possível. Principalmente, quando eles estão dispostos a combater aquilo que pode colocar em risco algo que para eles é sagrado, a Liberdade. Qualquer tipo de ditadura, é considerado por eles, inimiga a ser combatida e dizimada.

NO CASO DA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL
É preciso levar em conta que, em caso de uma guerra mundial, o Brasil é, estrategicamente, um oásis na América do Sul. Além de sua posição geográfica, o país conta com recursos naturais, é um grande fornecedor de produtos básicos, e é considerado o maior supermercado do mundo. Isso faz com que os americanos, em hipótese alguma, permitirão que Lula ou qualquer outro presidente siga na direção que leve o Brasil para o lado de seus inimigos, ou seja dominado por regimes comunistas ou socialistas. Aí é que mora o perigo para Lula, afinal, ele mesmo disse em alto e bom som que ser chamado de comunista é motivo de orgulho.
RELAÇÃO DOS EUA COM O BRASIL NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
Com a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, em 1941, o Brasil se tornou um aliado estratégico dos americanos. Em troca do uso das bases militares no Nordeste, os EUA ofereceram suporte técnico e material para modernizar as Forças Armadas do Brasil.
Outro fator que poderá ser determinante sobre possíveis atitudes do governo norte-americano em relação ao Brasil tem nome, e se chama Jair Messias Bolsonaro. Caso este seja preso, e as chances de que isto ocorra são grandes, por conta de como se desenha o atual cenário político e jurídico no país, Lula, Alexandre de Moraes e outros ministros poderão de vez se tornar alvos da ira de Donald Trump. Se isso acontecer, não há dúvidas de que o Brasil poderá enfrentar severas sansões, inclusive, com possibilidades de ações enérgicas, descartando talvez o uso militar declarado. No entanto, com possíveis ações ‘cirúrgicas’ dentro do território brasileiro. Basta lembrar que demorou 10 anos, mas Bin Laden não escapou da fúria americana.

O que o mundo poderá presenciar nos próximos meses talvez seja algo jamais imaginado pela maioria dos brasileiros, inclusive, com políticos, jornalistas e pessoas ‘comuns’ de direita tendo que sair do país, outros sendo cassados, presos ou coisa pior. No entanto, diante daquilo que ocorre em tempos atuais, o Brasil não é mais uma colônia isolada, e o que acontece aqui respinga em outras partes da terra. Portanto, aqueles que transformaram o país em uma barril de pólvora e estão pagando para ver, estão dobrando as apostas, sem que pareçam enxergar que o isqueiro está nas mãos dos americanos, mais precisamente, nas de Donald Trump.
Fotos: Reproduções