Elon Musk e Jason Miller foram alvos de decisões judiciais do ministro; ambos fazem parte do núcleo duro do governo americano.
A frase “haverá sinais”, que, em 2024, tomou conta das redes sociais de milhões de brasileiros por meio de posts engraçados, parece, nesse momento, servir como uma luva em possíveis desdobramentos no que se refere à disputa Moraes x Bolsonaro.
Isso porque, alguns sinais concretos demonstram que, pela primeira vez, Alexandre de Moraes, poderá ter não apenas de enfrentar fortes dores de cabeça, como também sair da posição de conforto em que se encontra, já que, a visita da OEA ao Brasil poderá culminar com a produção de um relatório robusto sobre a atuação do ministro do Supremo.
O principal financiador da OEA é ninguém menos que o governo dos Estados Unidos, comandado nesse momento por Donald Trump. Além de aliado de Bolsonaro, o presidente norte-americano tem ainda no chamado núcleo duro de seu governo, dois desafetos de Alexandre de Moraes: Elon Musk, do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), e o estrategista Jason Miller, dois alvos de decisões judiciais de ministro.
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Trump cortou trilhões de dólares que os Estados Unidos destinavam a ONGs e à Usaid, a agência que patrocina iniciativas no exterior. A cúpula da OEA, sabendo disso, até mesmo, para se preservar, deve fazer um relatório que não dê nenhum tipo de margem para interpretações que possam sugerir que sua atuação no caso Moraes tenha resquícios de negligência.
Para 2025, a previsão é de que os Estados Unidos contribuam com 52 milhões de dólares à Organização dos Estados Americanos (OEA). O valor corresponde à metade da arrecadação da OEA junto a todos os outros países juntos que integram o colegiado internacional.
Diante disso, o cenário que se desenha é totalmente desconfortável para Alexandre de Moraes, visto que, ao contrário de 2023 e 2024, quando Joe Biden estava como um ‘fantoche’ à frente da presidência da Casa Branca. Agora, com Trump no poder, as coisas podem mudar de rumo, inclusive com denúncias sobre o que acontece no Brasil indo parar nas mais altas cortes internacionais, podendo gerar graves sansões até mesmo ao governo brasileiro e ao próprio ministro do STF.
Fotos: Reprodução