O ministro do STF pediu emissão de alerta mundial contra o brasileiro.
A Interpol e o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmaram que as evidências de crimes reunidas pelo ministro do Supremo Tribunl Federal, Alexandre de Moraes, contra Allan dos Santos são insuficientes. Os documentos foram revelados neste domingo, 23.
O pedido de extradição não foi atendido e o nome do jornalista brasileiro não foi incluído na lista de foragidos internacionais. Além disso, todos os dados do jornalista registrados no sistema da Interpol foram excluídos, segundo a Revista Oeste.
“Até o momento, não houve a publicação da Notificação Vermelha em desfavor de Allan Lopes das Santos, pois seria necessária que fossem prestados maiores esclarecimentos sobre o crime de lavagem de dinheiro praticado pelo foragido”, disse a Interpol.
O Departamento de Estado dos EUA afirmou que atenderia ao pedido de extradição apenas “em partes dos delitos” atribuídos ao jornalista, desde que houvesse esclarecimentos sobre as acusações de “organização criminosa” e “lavagem de dinheiro”.
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Alvo de investigação de Alexandre de Moraes, o jornalista mudou-se para os EUA em meados de 2020. Após cerca de um ano, o ministro decretou a prisão preventiva e ordenou a abertura de um processo para extraditar Allan dos Santos.
No processo, o jornalista é acusado de crimes de lavagem de dinheiro, participação em organização criminosa e incitação a delitos de calúnia e difamação.
Ainda, segundo as investigações, Allan teria como objetivo desestabilizar a democracia brasileira. O jornalista nega as acusações e afirma ser vítima de censura.
Allan dos Santos é crítico ferrenho de Moraes, inclusive fez graves denúncias contra o ministro, nos EUA.
Foto: Reprodução/Fonte: R.O