Vítima de câncer, um dos maiores artistas da música gaúcha lutava contra a doença havia 20 anos.
O Rio Grande do Sul perdeu no último sábado, 11, uma de suas estrelas da música gaúcha, Nésio Alves Corrêa, o Gildinho, que, em 1972, fundou Os Monarcas e levou alegria aos quatro cantos do Estado e também outras partes do país, especialmente ao Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso.
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O artista lutava contra a doença havia 20 anos, quando descobriu um tumor na tireoide. Entre curas e retorno dos tumores, Gildinho seguia nos palcos com a banda que fundara em 1972.
No dia 20 de novembro, foi internado no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, com sangramento e dores ósseas. Durante o internamento, os médicos descobriram também um tumor na próstata. A morte do gaiteiro foi registrada às 17h15, de sábado, 11.
Os Monarcas gravaram 50 discos e foram premiados nacionalmente. Além de outras premiações, Gildinho também foi patrono da Semana Farroupilha, recebeu o Troféu Guri, do Grupo RBS e a Medalha do Mérito Farroupilha da Assembleia Legislativa (ALERS).
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“Ele já não consegui se expressar, mas fazia esforço para cantar, o tempo todo. Ele fazia movimentos com as mãos como se estivesse tocando a gaita e olhava para a gente. Foi algo que marcou muito. Foi um guerreiro, enfrentou tudo com bravura”, lamenta a filha Sandra Corrêa.
Sob forte emoção, a presença de músicos, fãs e amigos, o velório de Gildinho aconteceu no CTG Sentinela da Querência, em Erechim, no RS.
Em seu sepultamento, mais emoção: Integrantes do Grupo Os Monarcas tocaram e cantaram ao lado do caixão do gaiteiro, acompanhados por uma multidão emocionada em se despedir do ídolo, amigo, familiar e artista que marcou várias gerações e deixou um legado de carisma, profissionalismo, talento e amor às tradições gaúcha.
Foto/Vídeos: Reproduções