Mais que o aspecto político, a imagem mostra a união de uma família chegando para a posse.
Para aqueles que se atentam à história, muitas vezes ela se mostra, ou tem alguns de seus melhores capítulos registrados nos pequenos detalhes, seja por meio de um registro escrito, de um vídeo gravado, ou mesmo uma simples fotografia. Quem aí já não se viu em meio a uma pilha de álbuns de fotos antigas, tiradas com máquinas que hoje merecidamente poderiam fazer parte de algum museu, tendo em vista o número de décadas de sua existência e a importância fundamental que elas tiveram há 40, 50, 100 anos ou mais, afinal, a fotografia chegou ao Brasil em 1839, sendo oficialmente reconhecida em 1840, portanto, há 185 anos.
Muitos de nós somente tivemos a oportunidade de ver como eram alguns dos nossos antepassados através de fotografias, inclusive a maioria delas, às vezes, em preto e branco. Alguns sequer têm alguma foto que mostre a si quando criança. Outros, por conta do maior poder aquisitivo e do acesso ao objeto, tiveram suas máquinas fotográficas no passado e hoje, podem relembrar momento importantes, matar a saudade dos entes queridos que já se foram, perceber que os anos foram generosos (quase todo mundo diz isso), e de alguma forma muito pessoal, manter viva a memória registrada através de alguns cliques.
ALGUNS DEVEM ESTAR SE PERGUNTANDO: O QUE A FOTO EM QUESTÃO TEM A VER COM TUDO ISSO?
A resposta para esta questão é: a vida é como os ponteiros de um relógio que marcam os segundos, os minutos e as horas. O tempo passa para todos e tudo tem seu prazo para deixar de existir. Diante desta constatação, a importância dos registros históricos se torna ainda mais necessária, afinal, se um povo sem história pode ser considerado irrelevante, o que dizer de um município ou uma cidade?
Assis Chateaubriand é, sem dúvidas, um dos maiores e mais importantes municípios do Paraná. A produção agrícola e a indústria são as duas rodas que sustentam e movem esta grande locomotiva que, talvez, hoje ainda não possua tantos vagões, mas que, visivelmente, caminha rumo à construção de novos trilhos.
Para aqueles que não sabem e não buscam informações, a história do município é riquíssima em detalhes, desde os primeiros pioneiros que aqui chegaram até aos quase 130 mil habitantes que aqui haviam no final dos anos de 1960, e que, segundo o Senso, nos anos 1970 eram 112 mil.
Felizmente, após ver a população chateaubriandense reduzida a pouco mais de 34 mil habitantes, uma nova mentalidade política foi implantada em Assis Chateaubriand. A partir de 2013, durante a primeira gestão municipal de Marcel Micheletto (PL), as coisas começaram a mudar. Várias empresas aqui vieram se instalar, milhares de vagas de emprego foram geradas, novos bairros surgiram e milhares de novos moradores aqui vieram morar. Isso tudo, aliado à administração visionária e futurista chefiada por Micheletto, recolocou o município no radar que outrora a Cidade Morada Amiga havia deixado de estar, antes havia um olhar de desconfiança quando alguém mirava Assis Chateaubriand. E não era para menos, afinal, quase tudo por aqui estava parado no tempo e a expectativa daqueles que vinham de fora resumia-se em não ver a hora de voltar para de onde veio.
AS DUAS MAIORES PANCADAS NA ALMA
O então ainda jovem, aos 33 anos, Marcel Micheletto, que há anos carregava a dor de ver sua mãe, Dona Diolina Micheletto, vivendo acamada após sofrer um grave acidente de trânsito. Mais uma vez, no dia 30 de janeiro de 2012, viu seu pai partir aos 70 anos, após um gravíssimo acidente envolvendo o carro que Moacir Micheletto dirigia e uma camionete. Sem dúvidas, um enredo de filmes que faria muita gente desistir dos sonhos, se enclausurar e que, poderia ter feito com que um dos personagens diretamente envolvido na história, pudesse até, talvez, abandonar Assis Chateaubriand, fugir do epicentro, do local que a cada dia iria lembrá-lo de suas maiores “pancadas” levadas até então.
A CANETA COM QUE DEUS ESCREVE, NÃO HÁ NA TERRA BORRACHA QUE APAGUE
Enfrentando tudo aquilo que a vida lhe impôs de forma impiedosa no âmbito familiar, Marcel Micheletto é lançado candidato a prefeito de Assis Chateaubriand nas eleições municipais de 2012. A resposta da população veio em forma de votos: Micheletto conquistou 14.675 votos (73,07%) dos votos válidos, contra 3.156 votos da 2ª colocada (15,71%) dos votos válidos e 2.252 votos do terceiro colocado (11,21%) dos votos válidos. Há exatos praticamente um ano e um mês após perder o pai, Marcel Micheletto assumia a cadeira de chefe do Executivo da Cidade Morada Amiga.
Surgia naquele momento um nome que em breve iria se tornar uma das maiores lideranças políticas do Oeste do Paraná. Para comprovar esse fato, a reeleição como prefeito de Assis Chateaubriand e as duas vezes em que foi eleito deputado estadual, inclusive sendo o mais votado do Oeste do Paraná, além de assumir importantes cargos e posições, se tornando um dos mais atuantes braços do governo do Estado.
A MELHOR MANEIRA DE ENTRAR NO CASTELO, É VIRAR AMIGO DO REI OU MOSTRAR A ELE QUE SOMOS DIFERENCIADOS
A política municipal, por mais que também tenha os seus perrengues, suas disputas e suas demandas. Em pouca coisa se compara àquela de âmbito estadual. Quando se convide no “olho do furacão”. Além de atender diferentes demandas, de diferentes municípios, existe ainda a “briga” para manter-se no topo das preferências dos eleitores destes locais de atuação, os quais são a base de sustentação de todo e qualquer político. O “sarrafo” é em outro nível, onde diversas outras lideranças políticas, com diferentes objetivos e personalidade, tanto da mesma quanto de outras regiões buscam por seu espaço, o que torna cada passo, cada decisão, uma prova de ‘fogo’ que só sai vencedor aqueles que sabem jogar o jogo. Na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) é onde se tem capacidade, envergadura política, personalidade, jogo de cintura, ou vai direto para o final da fila. Por mais que Marcel Micheletto tenha sido o deputado estadual mais votado do Oeste do Estado, devemos lembrar que Assis Chateaubriand, em termos de população, é menor que a maioria dos bairros das grandes cidades do Estado. Alguém acha que isso, em alguns casos, não pode pesar de forma contrária?
Diante desta realidade, onde aqueles políticos que representam as maiores fatias do bolo são apoiados por milhares de eleitores de cidades grandes. Marcel Micheletto, saiu de Assis Chateaubriand, não se intimidou e dia após dia mostrou não só onde queria, como também poderia chegar. Assim, diante dos milhares de votos conquistados em diversos municípios do Estado, ele ganhou o respeito e o reconhecimento por parte do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), logo se transformaria em um de seus braços direitos, assumindo ao lado de Ratinho, desde o início, talvez o maior projeto de um governador Paranaense. Os resultados estão aí, nunca se viu tantas e importantes obras no Paraná.
OS PONTEIROS DO RELÓGIO APONTARAM A HORA DE VOLTAR
Após dar sua contribuição em âmbito estadual, era hora de voltar para casa e, mais uma vez, colocar-se à disposição da população chateaubriandense visando, pela terceira vez, estar à frente do Executivo local – Marcel Micheletto, foi eleito novamente, prefeito de Assis Chateaubriand para a gestão 2025/2028.
Entre os motivos alegados estão o fato de querer estar mais próximo dos filhos, da esposa e da mãe Diolina. O então candidato, na época, alegou que seu pai, o saudoso deputado federal Moacir Micheletto, por conta dos compromissos firmados com seus eleitores, constantemente estava viajando, longe da família e, portanto, Micheletto achou melhor deixar a Alep e voltar para Assis Chateaubriand.
A decisão de Micheletto pode para alguns ter soado de forma estranha. No entanto, ninguém melhor do que ele entre todos os moradores de Assis Chateaubriand pode falar com propriedade, o que significa, toda segunda-feira, se deslocar até a capital do Estado, deixando para trás a família e lá permanecendo por alguns dias trabalhando.
Mas estes não são talvez os únicos motivos que fizeram com que Micheletto optasse por voltar. Em toda a história política de Assis Chateaubriand, nunca e de forma tão cirúrgica, um político tenha vislumbrado a possibilidade de promover uma real transformação no município. Quem sabe em um futuro próximo estejamos vendo algumas obras sendo realizadas, inclusive alguns projetos que há mais de uma década estão engavetadas, e outros que estão sendo projetados e que, inclusive visam dar mais qualidade de vida não apenas aos moradores atuais de Assis Chateaubriand, como também, aqueles que irão vir aqui morar, fazendo o caminho inverso do que ocorrera nos anos de 1960 e 1970. Uma coisa é fato; apoio para isso não vai faltar, afinal, o prefeito de Assis Chateaubriand tem não só o respeito, o reconhecimento, como também a amizade do “Rei” (governador do Paraná). O momento tinha que ser esse.
QUEM SE GARANTE E CONFIA NOS SEUS PARES NÃO TEM MEDO DE OUSAR
A trajetória política vencedora do atual prefeito de Assis Chateaubriand foi construída às custas de muito trabalho, comprometimento, dedicação e reconhecimento. Portanto, quando Marcel Micheletto escolheu sua parceira vida, a mãe de seus filhos, Franciane Micheletto (PL), para confiar a ela a oportunidade de sair candidata como vice-prefeita. Ele deu não só uma demonstração de total confiança na capacidade de gestão da então presidente da Câmara Municipal, e vereadora mais votada da história da Cidade Morada Amiga, como, principalmente, na mulher que há anos tem ao seu lado. Uma decisão ousada, mas que além de entrar também para a história chateaubriandense, poderá, daqui há 30, 50, 100 anos ou mais, estar sendo contada, quem sabe, por alguém que talvez esteja vendo esta foto icônica da chegada do casal e os filhos no Teatro Municipal Deputado Federal Moacir Micheletto para a posse no dia 1º de janeiro de 2025.
Foto: Mauro Pretoriano/Gazeta Chateaubriandense.