A ‘arma’ por ela usada foi um batom e uma frase escrita em resposta à ‘ironia’ de um ministro que se mostrou alinhado à esquerda.
O mês de março vai caminhando para o seu final. Tradicionalmente comemorado como o Mês da Mulher, assim como nos outros anos, o que vimos Brasil foram seguidas homenagens, justas diga-se de passagem, afinal, a importância da mulher vai além daquilo que muitos de nós pode imaginar, já que, tamanho é o seu papel desde a criação do mundo, da vida e da família, bens estes que, sem nenhum tipo de dúvida, são os mais importantes a todo e qualquer ser humano, muito embora, alguns assim não veem.
Apesar de que, na sua essência, a mulher ter sido criada para espalhar o amor, a bondade e doçura, além de ser a luz do farol que norteia a direção da família em busca de mares calmos. Algumas delas, destoando da grande e esmagadora maioria, acabam escolhendo outros caminhos, outras direções e, terminam cometendo crimes de naturezas extremas, como, por exemplo, assassinando seus filhos, matando seus pais, sequestrando e matando pessoas e uma série de graves delitos que, por um tempo, terminam por cerceá-las de suas liberdades. Pasmem! Algumas viram ‘celebridades”.
Espantosamente, o que vemos atualmente no Brasil é uma inversão de valores que, além de ligar um sinal de alerta, demonstra, clara e vergonhosamente, que não há mais como distinguir política de justiça. Aliás, a continuar assim, talvez, em breve, estaremos nos deparando com um novo ministério: “Ministério da Justiça e Política do Brasil”. E o que nos levou a chegar a esta conclusão, é que, quanto maior o crime, quanto mais grave ele é, quanto mais dinheiro público está envolvido, maior é a benevolência da Justiça e menores parecem ser as penas, isso, quando alguém, raramente é condenado e, bisonhamente, após um tempo, torna-se “descondenando”.
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Basta “dar um Google”, para podermos tomar conhecimento de casos de extrema maldade, crueldade e de falta de humanismo, onde até mesmo bebês pagam com a vida pela maldade de um pai ou de uma mãe. Lavagem e desvio de dinheiro e, em muitos destes casos, aqueles que cometeram tais crimes sequer vão para a cadeia e, quando vão, logo recebem algum benefício. Em meio a esses absurdos e à bagunça generalizada que toma conta do país, vemos o quão dura e desproporcional é a Justiça em casos que envolva política, especificamente, quando alguém da direita está envolvido.
DÉBORA RODRUIGUES E A INJUSTIÇA SOFRIDA DURANTE DOIS ANOS
Eis que, por conta de uma frase escrita com batom, uma mulher, uma mãe de família, passa dois anos presa e, por pouco não é condenada a 14 anos de prisão. Esse é o número de anos em que um ministro da mais alta Corte votou e impôs a pena de prisão.

No dia 8 de janeiro de 2023, quando milhares de pessoas tomaram a Praça dos Três Poderes, em Brasília, e alguns invadiram prédios públicos, quebraram vidraças, depredaram o patrimônio público. Débora Rodrigues, na época, com 37 anos, foi presa por pichar a estátua “A Justiça”, escrevendo nela a frase “Perdeu Mané”, em resposta a outro ministro do STF que, em alto e bom som, havia proferido tal frase.
A frase “perdeu mané” foi dita por Barroso em 15 de novembro de 2022. Ele caminhava em Nova York, quando um homem perguntou se ele responderia às Forças Armadas e se deixaria “o código-fonte {das urnas} ser exposto”. O manifestante disse: “O Brasil precisa de resposta, ministro”. Barroso rebateu: “perdeu, mané, não amola”.
Nesta sexta-feira, 28, a pedido da PGR (Procuradoria Geral da República), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes aceitou que Débora Rodrigues dos Santos, de 39 anos – presa por pichar a estátua “A Justiça” com batom no 8 de Janeiro – cumpra prisão domiciliar até a conclusão do seu julgamento…
O que o Brasil, ou pelo menos a parte dos brasileiros que não foram contaminados pelo ódio que impera por conta de certas ideologias políticas que ultrapassam a barreira da sanidade mental, espera é que. Se julgue, puna-se se for preciso, seja quem for que causou atos violentos no fatídico 8 de janeiro. Mas que isso ocorra com base nas leis da Constituição Federal, não, com a sanha de usar de forma desproporcional o poder para destruir a vida não só de uma mãe de família, como de qualquer outro inocente que lá estava.
Ninguém, seja de direita ou de esquerda, pode ou mereça ser castigado, condenado sob penas desproporcionais e além dos crimes por estes cometidos. Pelo menos não, onde a verdadeira democracia impera.
Fotos: Reprodução