A hipocrisia da esquerda que usa “dois pesos e duas medidas”
Mesmo em tempos do tão criticado “Regime Militar”, figuras como Dilma Rousseff, José Dirceu, Chico Buarque, Paule Freire e outros foram anistiados. No entanto, os presos do 8 de janeiro, dos quais seus “crimes” não podem ser comparados, por exemplo, com assassinato, assalto a banco, luta armada, sequestro e subversão, entre outros pelos quais integrantes da esquerda foram naquela época acusados.
Ao ser julgada, podendo pegar 17 anos de prisão por escrever com batom em uma estátua, a história de mãe de família contrasta, por exemplo, com a de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, acusado, julgado e condenado por diversos crimes a mais de 400 anos de prisão e está solto.
Não há dúvidas. Aqueles que comprovadamente danificaram e depredaram o patrimônio público no 8 de janeiro em Brasília, devem ser julgados por seus crimes, inclusive, caso a caso, e de forma que esteja em conformidade com as leis brasileiras. Colocar todo mundo no mesmo “balaio” parece desproporcional. Aliás, em 2017, durante fortes protestos de esquerdistas contra o governo de Michel Temer, um rastro de destruição na Esplanada, com 49 policiais feridos e incêndio no Ministério da Agricultura, do Planejamento e da Cultura. Na ocasião, apenas 7 pessoas foram presas, e não se tem notícias de condenações, muito menos de penas tão desproporcionais.
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Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), 200 mil manifestantes (não terroristas, como são chamados aqueles do 8 de janeiro) estiveram durante o dia todo. Conforme a Segurança Pública, cerca de 35 mil ocupando a Esplanada no auge do protesto.
Não se trata de lado político, mas de justiça.
“Se para a esquerda vale tudo; isso vale é para qualquer um…salve-se quem puder.”
Foto: Reprodução