Segundo ele, o crime de escrever com batom na estátua seria mais grave do que assassinato.
O deputado federal André Janones (Avante-MG) ironizou a decisão do ministro Alexandre de Moraes do STF, que na última sexta-feira, 21, votou pela condenação de 14 anos de prisão para a cabeleira Débora Rodrigues, de 39, por escrever na estátua da “Justiça” com batom no 8 de janeiro.
Para Janones, é um “absurdo” que Débora seja condenada a “apenas” 14 anos de prisão, já que, segundo ele, o crime cometido seria mais grave do que assassinato. No fatídico 8 de janeiro, ela escreveu “perdeu mané” – referência a uma frase dita por Roberto Barroso, presidente da Corte, em 2022.
Claramente, o parlamentar expressou ódio que o acompanha, sem o mínimo de respeito não apenas por Débora, mas por todas as mulheres de bem desse país. Além disso, o insignificante deputado ainda banalizou o crime de homicídio em um país que já sofre por conta de tamanha violência.
Recentemente, Janones fez um acordo com a Procuradoria da República (PGR), após admitir ter cometido crime de rachadinha. O inquérito investigava Janones e assessores parlamentares por peculato, crime que consiste no desvio de recursos públicos. Segundo o Ministério Público, Janones teria utilizado um cartão de crédito de um assessor para pagar despesas pessoais, sem reembolsar. O caso ocorreu entre 2019 e 2020.
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Os termos do acordo.
Confissão: Janones admitiu formalmente o crime.
Reparação do dano: R$ 131,5 mil a serem pagos à Câmara dos Deputados.
Multa adicional: R$ 26,3 mil, destinados a uma entidade de interesse social.
Parcelamento: O parlamentar pagará R$ 80 mil à vista e o restante em 12 parcelas.
Compromisso: O deputado não poderá cometer novos crimes enquanto cumprir o acordo, sob a pena de acordo perder a validade.
Foto: Reprodução – Fonte: Poder 360 – G1