O avião venezuelano foi classificado como “hostil” e submetido a “tiros de contenção”.
Em colaboração com a Polícia Federal, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou a interceptação de uma aeronave vinda da Venezuela, carregando drogas nesta terça-feira (11/02), como parte da Operação Ostium.
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Segundo a FAB, a aeronave não possuía identificação e desobedeceu todas as tentativas de comunicação e ordem de pouso em um aeródromo determinado pelas autoridades. Diante da recusa, a aeronave foi classificada como “hostil”, conforme previsto no Decreto nº 5.144, e submetida ao Tiro de Detenção (TDE)—uma medida extrema utilizada para impedir a continuidade do voo ilícito.

A operação, coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), seguiu todos os protocolos de policiamento aéreo. Após o abatimento, a aeronave caiu em uma área de floresta. No local, foram encontrados os corpos de dois ocupantes, além da carga de entorpecentes que transportavam.

A Força Aérea reforçou que o uso da força letal foi a última alternativa, adotada somente após todas as tentativas de interdição pacífica serem ignoradas. A operação faz parte das ações de vigilância e combate ao tráfico aéreo ilícito no território brasileiro.
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O avião venezuelano que transportava drogas entrou ilegalmente no Brasil e foi abatido próximo de Manaus, capital do Amazonas. Dois traficantes que estavam a bordo morreram e a Polícia Federal encontrou drogas no interior da aeronave. O fato aconteceu nessa terça-feira (11), mas só foi divulgado nesta quarta-feira (12).

Inicialmente, a FAB tentou confirmar a identidade do avião e determinou que ele modificasse a rota. Como não houve resposta por parte dos suspeitos, a Força Aérea efetuou tiros de avisos como medida de persuasão.

Conforme a Aeronáutica, o avião venezuelano foi classificado como “hostil” e submetido a “tiros de contenção” – que tem o objetivo de impedir o prosseguimento do voo, conforme os protocolos do Decreto nº 5.144, de 2004.
Fotos/Vídeo: FAB